Candidatos a vice-presidente ganham visibilidade na atual campanha

Candidatos a vice-presidente ganham visibilidade na atual campanha

O vice-presidente da República é uma figura decorativa? Esqueça essa teoria. Na campanha presidencial deste ano a figura do vice ganhou visibilidade e alguns demonstraram personalidade forte em debates, esposando ideias que nem sempre combinam com as dos titulares de chapas. Jair Bolsonaro, do PSL, por exemplo, propõe, para conter a crise migratória de venezuelanos, criar um campo de refugiados na fronteira. Seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) revela um outro ponto de vista acerca do assunto. Diz que o Brasil não pode virar as costas aos “nossos irmãos venezuelanos” que sofrem com a fome, a falta de medicamentos e de perspectivas”.

A história recente do país, como lembra a revista “Veja”, reforça a importância de ficar de olho nas composições das dobradinhas. É que desde o fim da ditadura militar, três vice-presidentes acabaram assumindo a cadeira do titular: José Sarney, com a morte de Tancredo Neves, Itamar Franco com o impeachment de Fernando Collor de Mello e Michel Temer, bafejado pelo impeachment da petista Dilma Rousseff. Paulo Rabello (PSC), que presidiu o BNDES na gestão Temer, defende o histórico de lisura do banco enquanto seu companheiro de corrida, Álvaro Dias (Podemos) afirmou ver “corrupção e falcatruas” em negócios da instituição. A divergência de opiniões tornou-se exposta em debates específicos com os candidatos a presidente e vice, promovidos por veículos de comunicação.

Eduardo Jorge (PV), filho do ex-reitor da Universidade Federal da Paraíba, Guilardo Martins Alves, foi bem além do plano de incentivar a comida vegetariana, que consta no programa de governo de Marina Silva (Rede), que tenta mais uma vez chegar ao Planalto. Ele simplesmente falou em “abolicionismo animal”, sem entrar em detalhes ou informar concretamente do que se trata. Ana Amélia é a candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin (ela é do PP, ele do PSDB). Atiçada por versões de que estaria em colisão de rota com Alckmin, a senadora reagiu de bate-pronto: “É uma questão de sobrevivência eleitoral”. O nome de Eduardo Jorge já se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter. Da mesma forma, Kátia Abreu, com militância política no Tocantins, é uma excelente comunicadora e procura reforçar as chances do candidato a presidente Ciro Gomes, os dois filiados ao mesmo partido, o PDT. A vice de Guilherme Boulos (PSOL) é Sônia Guajajara, uma indígena que pela primeira vez concorre a um cargo público.

A vice de Fernando Haddad, oficializado nas últimas horas como candidato do PT a presidência da República é a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Avila. Ela havia cogitado disputar a presidência da República pelo PCdoB, mas alegou não ter como recusar uma conclamação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que admira. Manuela D’Avila é considerada por alguns dirigentes petistas como um quadro político excelente. Ela tem posições firmes e altivas, o que pode contribuir substancialmente para ampliar o lastro a Haddad prometido por Lula dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Nonato Guedes, com agências

1 Comentário

  1. rfm disse:

    COMUNA VAGABUNDA .

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