Cartaxo garante aval do Tesouro para operação de crédito com o BID

Indiferente às críticas de vereadores oposicionistas de que teria deixado a Capital acéfala e talvez aproveite a viagem ao exterior para assistir aos jogos inaugurais da Copa do Mundo na Rússia, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), deu uma boa notícia: a prefeitura ganhou aval da Secretaria do Tesouro Nacional para celebrar operação de crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que prevê um aporte de US$ 100 milhões, o equivalente a 370 milhões de reais, empregados no planejamento pessoense para os próximos 30 anos.

Denominado ”João Pessoa Sustentável”, o programa é o primeiro aprovado pela rede de municípios do BID no país e contempla obras de infraestrutura e de modernização dos serviços públicos. O anúncio foi feito por Luciano durante evento da Unesco em Cracóvia, Polônia, ontem. “Essa é uma das etapas mais importantes para o convênio com o BID, o primeiro deste porte já efetuado com organismos internacionais em João Pessoa”, disse Luciano. O prefeito observou que está inovando na gestão e ampliando o reconhecimento da cidade dentro e fora do país.

– João Pessoa vem se consolidando como um exemplo de novas práticas e ações para outras localidades – pontuou o alcaide, que apresenta dois painéis no Fórum Mundial de Cidades Criativas. O processo de entendimento com o BID foi deflagrado por Luciano Cartaxo ainda durante o período de transição em 2012, quando foi eleito pela primeira vez à prefeitura. O programa prepara João Pessoa para alcançar a marca de 1 milhão de habitantes. “Estamos garantindo a contrapartida e firmando a Capital da Paraíba como a primeira cidade da rede a ter o aval do Tesouro. Na última fase, o projeto foi apresentado à bancada federal do nosso Estado e a expectativa é de que o trâmite seja acelerado o quanto antes”.

Luciano Cartaxo frisou que mesmo em meio à crise experimentada pelo país, João Pessoa soube prezar pelo equilíbrio fiscal. Na sessão da Câmara Municipal, vereadores oposicionistas criticaram a viagem do gestor e alegaram que a prefeitura ficou sem comando, já que o vice-prefeito Manoel Júnior, pré-candidato ao Senado, não se investiu para não criar problemas com a legislação, e o presidente da Câmara, Marcos Vinícius da Nóbrega, que concorrerá a um mandato de deputado estadual, também seguiu o exemplo de Júnior. O vereador Lucas de Brito saiu em defesa de Luciano. “O prefeito continua respondendo pela administração do município. Hoje, a tecnologia possibilita que ele faça um acompanhamento simultâneo das ações de gestores municipais”, salientou Lucas.

Nonato Guedes, com assessoria

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