Estelizabel apela aos governistas para entendimento sobre Mesa

Estelizabel apela aos governistas para entendimento sobre Mesa

A deputada estadual Estelizabel Bezerra, do PSB, declarou não identificar motivos para que a base governista se divida em torno da formação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Lembrou que são vinte e dois deputados eleitos pela situação e que o entendimento interno deve prevalecer na escolha do futuro presidente da Casa. Apesar de opinar sobre o processo, a deputada negou pretensão de compor a Mesa na nova legislatura. Disse que o respeito às minorias é necessário e lembrou que o PSB conta com três mulheres, com credenciais tanto para a presidência como para outros cargos de destaque, indicando os nomes de Cida Ramos e Pollyana Dutra.

Para Estelizabel, o processo deve ser conduzido em conjunto pelos governadores Ricardo Coutinho, que está se despedindo, e João Azevedo, que tomará posse. Em outro trecho de entrevista concedida a uma emissora de rádio, a deputada pregou que haja um esforço para viabilizara governabilidade e igualmente exortou a uma harmonia entre os Poderes. Estelizabel defendeu a legalidade da anulação da votação da PEC de autoria de Ricardo Barbosa que prevê o fim da reeleição e proibição da antecipação da eleição para a Mesa por não ter cumprido os requisitos exigidos na apreciação da matéria. Ressaltou, contudo, que a PEC tem apenas o mérito de assegurar que não haja reeleição, com isso viabilizando a alternância de poder.

– O único dissenso na proposta é sobre o item que visa a impedir a votação das duas Mesas em eleição simultânea. Foi exatamente por meio dessa estratégia que em 2014, com as eleições casadas de Adriano Galdino e Gervásio Maia, garantimos a alternância do Poder na Casa –expressou a deputada. De sua parte, o governador Ricardo Coutinho disparou ontem, um recado que, na opinião dos analistas, se encaixa no teor da situação do deputado Ricardo Barbosa, que tem feito contestações a respeito do processo. “Para estar no PSB é preciso respeitar os aliados e eu não vejo problemas na saída dos que preferem trilhar outras direções. Ninguém é obrigado a estar no projeto, na situação. Mas para estar na situação, é preciso que todos respeitem ao próximo, à gestão, ao que foi construído (sic). Se não quiser (sic) não tem nenhum problema. Cada um sabe o caminho que tem que ir”, alfinetou o líder do projeto girassol.

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