Manoel Júnior acha estranha atitude de Bruno de deixar o SD

Manoel Júnior acha estranha atitude de Bruno de deixar o SD

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, afirmou considerar estranha a alegação do deputado estadual Bruno Cunha Lima de que se desfiliou do Solidariedade, entre outras razões, face a um iminente ingresso dele (Júnior) na agremiação. O vice-prefeito salientou que não estava entendendo nada e não confirmou a concretização do seu ingresso no SD. Bruno comandava o Solidariedade no Estado desde o começo de abril e revelou aos jornalistas que a decisão de se desfiliar foi tomada após indicativo do ingresso de Manoel Júnior e após a solicitação da direção nacional para que ambos fizessem uma composição a fim de dividir espaços na direção estadual.

– Eu não sou guiado por circunstâncias. Eu faço escolhas – ressaltou o parlamentar, adiantando que deliberou sair do Solidariedade para prevenir problemas futuros. “Entendi que de minha parte não havia condições para fazer uma composição e, no afã de evitar divergências e poder seguir fazendo política como acredito, alinhado à renovação que as pessoas querem, tomei a decisão de sair”, emendou. O deputado descartou qualquer problema de ordem pessoal com o vice-prefeito Manoel Júnior, que este ano foi derrotado na pretensão de se eleger novamente à Câmara Federal.

Bruno admitiu que foi procurado por dirigentes de outras legendas para nelas ingressar mas nem revelou os nomes e nem confirmou definição por qualquer uma delas. Ele falou dos avanços conquistados pelo Solidariedade em sua gestão à frente da legenda. Disse que só com sua votação para o mandato de deputado federal a sigla conseguiu atingir o percentual da cláusula de barreira na Paraíba. “Foi bom enquanto durou. Eu não tenho nada de negativo a dizer do Solidariedade, muito pelo contrário, tenho e sempre tive bom relacionamento com os dirigentes do partido. Na pré-campanha, na campanha e no pós-campanha tivemos um excelente relacionamento, mas chegou-se a um nível de incompatibilidade para minha permanência”, mencionou. Bruno expressou que embora respeite a classe política, os políticos em geral, não consegue assimilar questões que colidem com seu ideário.

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