Professor da UFPB nega que Vandré tenha proibido protesto durante show em João Pessoa

Professor da UFPB nega que Vandré tenha proibido protesto durante show em João Pessoa

A imprensa noticiou que o cantor Geraldo Vandré teria impedido, durante show em João Pessoa, que manifestantes estendessem faixa de protesto contra o assassinato da vereadora Marielle Franco. “Ironicamente, Vandré cantava Pra não dizer que não falei de flores, que foi proibida de ser cantada no Brasil durante onze anos”, escreveu o critico de artes José Teles, de Pernambuco.

De acordo com o relato do professor Carmélio Reynaldo, que estava presente no show, a história está mal contada. Ele postou mensagem nas redes sociais esclarecendo o que de fato aconteceu.

Confira abaixo:

Rolando um vídeo da apresentação de Geraldo Vandré na sexta-feira, cuja narrativa montada para o que lá aparece, não corresponde à verdade. Sou testemunha ocular.

Eis como aconteceu: Vandré acabara de cantar “Caminhando” e estava sendo aplaudido e agradecendo, enquanto o coro e alguns músicos retomavam a música. Era a apoteose do espetáculo! O público já se levantara para aplaudi-lo de pé, pelo que apresentou e por sua obra.

Nesse momento, entrou o grupo com uma faixa em defesa de Marielle Franco e a ergueu na frente do palco, quase encobrindo o artista, quebrando o clima do final do espetáculo.

O que aparece no vídeo é o momento seguinte a esse, quando o grupo baixa um pouco a faixa, deixando-a inclinada na frente do palco. Aí ele se aproxima e pergunta algo à moça, e o resto está no vídeo.

Total falta de oportunismo do grupo. Não podiam ter escolhido pior momento. Observem que ninguém esboçou qualquer gesto em defesa deles.

Seria (não estou dizendo que é, uso o condicional) admissível se o artista que ali estava fosse contrário ao que o movimento pretendia denunciar. Mas não era o caso, considerando que em nenhum momento Vandré se manifestou sobre o assunto.

Malhar o artista a partir desse incidente é típico do complexo de vira-lata de que Tom Jobim tanto se queixava.

Por coisas assim Carmen Miranda perguntou: “Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno?”. E depois reiterou: “Enquanto houver Brasil (NR: #ForaTemer)/ Na hora da comidas/ Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu”.

 

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